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Sexo na menopausa: uma fase pior ou melhor?

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O que acontece ao sexo na menopausa? Conheça a resposta de uma Sexóloga acerca das alterações da sexualidade na menopausa.

Sexo na menopausa: uma fase pior ou melhor?

O receio do desconhecido faz com que, em muitos casos, esta seja uma das fases mais temidas pelas mulheres. No entanto, o sexo na menopausa pode ser vivido de forma extraordinariamente positiva, sobretudo graças à idade em que acontece: afinal, depois dos 45, a maturidade já é completamente diferente e a certeza do que se gosta ou não também. 

Estivemos à conversa com a sexóloga e psicóloga Joana Almeida, da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, que abordou o tema do sexo na menopausa no âmbito da conferência Mulheres sem Pausa e reunimos as razões para poder viver e aproveitar ao máximo a sexualidade na menopausa, bem como os sinais aos quais é importante ter atenção.  Tome nota:

4 razões para o sexo ser melhor na menopausa:

1) Saída dos filhos de casa: para os casais que tenham tido filhos, esta é uma fase que muitas vezes coincide com a sua saída de casa. Nesse âmbito, os motivos para que o casal se volte a dedicar um ao outro aumentam! De acordo com a especialista, “o casal reorganiza-se e reencontra-se, o que muitas vezes pode resultar numa fase de grande paixão”.

2) Maturidade: a aceitação da idade e a maior experiência sobre o que se gosta ou não são pontos extremamente positivos numa nova fase sexual, aliados também a um maior conhecimento e compreensão do próprio corpo. Nesta altura, também algum receio de comunicar com o parceiro sobre o tema poderá ser menor do que numa idade mais jovem.

3) Ausência de preocupação com uma gravidez indesejada: “Pode ser uma oportunidade de libertação e de exploração do prazer, de encarar as relações sexuais e as relações íntimas de uma maneira diferente, menos voltada para a reprodução e mais voltada para o prazer”, explica a Dra. Joana Almeida. Mais um contributo para a melhoria do sexo na menopausa.

4) Descoberta de novas formas de prazer: Enquanto a diminuição de estrogénio pode ser mais frequente nas mulheres na menopausa, fazendo com que experienciem os seus efeitos físicos que poderão conduzir a uma perda de lubrificação e, consequentemente, a uma maior dor na relação sexual, também esta consequência menos positiva se poderá transformar num aspeto positivo. Como explica a especialista, “uma estimulação durante mais tempo e não partir logo para a penetração vaginal não tem de ser uma coisa má. Até pode ser algo benéfico para o casal. Irão estar mais tempo a estimular e menos focados numa sexualidade muito fálica-vaginal, que é uma relação muito assente numa parte dos órgãos genitais e não a experiência que envolve o corpo todo.”.

Sinais a que deve ter atenção e como resolvê-los:

  • Mais tempo em casal – maior descoberta: Embora a saída dos filhos de casa seja um dos pontos positivos para que o casal volte a dedicar mais um ao outro, o aumento quantitativo deste tempo poderá também evidenciar que ambos cresceram para caminhos diferentes e que já não têm assim tanto a ver um com o outro. Se assim for, a melhor política será sempre comunicar sobre o tema, para que possam tomar decisões em conjunto.
  • Perda de lubrificação: Para além de ser uma oportunidade de exploração de outras formas de prazer associadas ao aumento da estimulação, esta perda poderá ser colmatada com substituição hormonal ou até com coisas mais simples como o tratamento da vulva, da vagina ou com ajudas que se compram sem qualquer receita médica como os lubrificantes, conforme explica a sexóloga
  • Doenças crónicas: “Muitas vezes a menopausa também surge numa idade em que doenças crónicas ou outras implicações de saúde aparecem e, portanto, a satisfação geral com a vida e com a saúde também passam por conseguir adaptar-se a isso e a conseguir conversar sobre estas mudanças, não ficando sozinha a sentir que tem alguma coisa de mal e que se chegou de alguma maneira a um destino final de qualquer coisa”, aconselha a sexóloga. “O importante é conseguirmos conversar com pessoas que nos são importantes ou com outras, quando precisamos, sejam médicos, psicólogos, terapeutas sexuais para encontrarmos o caminho”, conclui sobre o tema.
  • Pressão: Se esta nova fase sexual não começar da melhor forma, é importante relevar a pressão. É muito comum existir a sensação de que as mulheres têm de fazer e de se esforçar mais. Por esse motivo, lembre-se sempre de filtrar aquilo que é uma informação credível da que não é, e quais os serviços que a podem ajudar a perceber o que está a acontecer. “Uma mulher que não tenha desejo se calhar pode estar a atravessar uma fase de depressão e importa mais tratar e compreender as suas causas do que a consequência – a falta de desejo e o pensamento de quantas vezes tem sexo por semana/mês/ano.”, exemplifica a Dra. Joana.

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