Pele Oleosa

Brilho, poros dilatados, relevos irregulares e nos casos mais importantes pontos negros ou borbulhas: estes são os principais atributos da pele oleosa. Explicações e conselhos eficazes para travar o fenómeno. No início, as glândulas sebáceas eram responsáveis pela produção do sebo. À menor desordem registada a esse nível, o fenómeno pele oleosa desencadeia-se.

  1. O fenómeno pele oleosa descodificado
  2. Ideias preconcebidas sobre a pele oleosa
  3. A pele oleosa em 3 índices

1. O FENÓMENO PELE OLEOSA DESCODIFICADO

O mecanismo

 Quando tudo está bem, o sebo sobe pelo canal pilo-sebáceo ao longo do pêlo e desemboca pelo poro ao nível da epiderme, onde participa na formação do filme hidro lipídico cuja principal função é proteger a pele contra a desidratação e as agressões exteriores (sol, micróbios…). A partir da puberdade, e em algumas pessoas em diferentes momentos da vida, este mecanismo desregula-se de forma mais ou menos duradoura.

As hormonas em questão

 Qualquer perturbação hormonal pode provocar por um lado uma hipersecreção de sebo: um derivado de testosterona, produzida pelos testículos e ovários, vem fixar-se sobre a glândula sebácea, onde aumenta mais ou menos consideravelmente a produção de sebo. Por outro lado, as perturbações hormonais podem provocar uma intensificação da renovação das células. Os primeiros “sinais” da pele oleosa aparecem.

As manifestações

Brilho, poros dilatados e relevos irregulares são as manifestações mais benignas da pele oleosa. Basta geralmente adoptar boas atitudes de tratamentos no quotidiano para que a pele reencontre o seu aspecto de origem.

A acne retencional

A aceleração da renovação celular pode provocar um “engarrafamento” de células à superfície da pele.

Consequência, estas células excedentárias desviam-se do seu caminho e obstruem o poro. Inevitavelmente, o sebo bloqueado no interior do canal pilo-sebâceo forma no interior da pele uma pequena tampa branca e dura: um microquisto. Assinala-se à superfície da pele através pequenas granulosidades. Pode também desaparecer espontaneamente, dado que a sua massa é por vezes tal que força a passagem. O microquisto, ou comedão liberta então o sebo que em contacto com o ar oxida-se, e forma um ponto negro.

A acne inflamatória

É frequentemente consequência “lógica” da acne retencional. Com efeito, o folículo pilo-sebáceo abriga uma bactéria ávida de corpos gordurosos, particularmente virulenta entre os 15 e 25 anos. Prolifera com a hipersecreção de sebo e infecta os comedões. Estes inflamam-se por sua vez e formam grandes borbulhas vermelhas dotadas de uma pústula branca. É chegado o momento de consultar um dermatologista.

As necessidades da pele oleosa no quotidiano

Primeiro e indispensável gesto da pele oleosa: uma limpeza completa duas vezes por dia.

Para a pele com problemas de brilho

O objectivo é livrar a pele do seu excesso de sebo limpando-a duas vezes por dia com um gel de limpeza especial pele oleosa.A seguir, num segundo tempo, regular a secreção de sebo. O bom método? Atacar o sebo onde e quando se produz. Ou seja, escolher tratamentos com tecnologias infiltrantes, que permitem aos activos actuar no interior do poro. Aplicar de preferência à noite, altura em que o sebo se forma em profundidade.

2. PELE OLEOSA E IDEIAS PRECONCEBIDAS

Existe alguma relação entre a acne do adolescente e a da idade adulta?
Não obrigatoriamente. Só 40% dos adultos sujeitos a acne declaram ter tido acne na adolescência. Uma acne adulta que se desencadeia mais frequentemente por volta dos 30 e atinge principalmente as mulheres: 41% com mais de 25 anos segundo um estudo levado a cabo em 2001 em 3300 mulheres. Para além das razões hormonais, é também o stress, a falta de sono, a poluição, uma alimentação desequilibrada ou a utilização de cosméticos inadaptados que favorecem o aparecimento da acne na idade adulta. É então mais frequentemente localizada nas maçãs do rosto e nos maxilares. Finalmente é necessário saber que a pele sensível é a mais exposta ao risco de acne na idade adulta.

SABIA?

Se a pele pode ser oleosa no rosto e eventualmente na parte superior costas e nunca nas pernas, é naturalmente porque a quantidade de sebo e a actividade das glândulas sebáceas, são muito mais importantes na parte de cima do corpo.

Com efeito, o sebo sendo uma das nossas protecções solares natural, está mais presente nas zonas mais expostas. Desta forma a quantidade de sebo em função das diferentes partes do corpo pode variar de 155 µg/cm2 na testa a 5 µg/cm2  nas pernas, culminando na sua frequente secura e a necessidade de bem as hidratar. Adicionalmente, as glândulas sebáceas são 5 a 10 vezes mais numerosas no rosto do que no resto do corpo.

3. PELE OLEOSA E EM 3 ÍNDICES DE PELE

Pele oleosa e Capital Pele

Os estudos comprovam-no, o carácter hereditário da acne não está mais para demonstrar. Podemos desta forma falar de família “acneica”. Sabemos igualmente que as europeias são menos atingidas (2 mulheres em cada 5) do que as asiáticas e as hispânicas (cerca de 1 mulher em cada 2).

Pele oleosa e Ambiente Pele

A poluição, como o calor e a humidade têm uma função, que não é de negligenciar, sobre a seborreia que aumenta de forma considerável em ambiente poluído e sob climas quentes e húmidos. De mais, o calor combinado com a humidade fluidifica o sebo que “escorre” então à superfície, acentuando o fenómeno de brilho sobre a pele.
De notar também que os raios ultra violetas ao tornar a camada córnea espessa, possuem uma acção agravante sobre a acne. Finalmente, os estados nervosos e/ou de stress favorecem também a produção de sebo.

Pele oleosa e Atitude Pele

Mais do que todas as outras, a pele oleosa e/ou acneíca necessitam de uma higiene irrepreensível. O objectivo? Evitar a sobreinfecção. Como: evitando o contacto das mãos (não lavadas) ou cabelo exposto ao pó e à poluição com o rosto.